4 de dezembro de 2010

Por fim...


... vamos-nos falando. Não é permitido ouvir quando me dei por inteiro, transparente, sem barreiras, frágil, com a coragem de mostrar o que Sou e Sinto.


A angústia consome tudo o que sou neste dia, celebração adiada dos nossos caminhos. À semelhança de outras datas, foi um ano onde as agarro todas com o mesmo sentir, angústia, tristeza, perda, lúcida que sou merecida de melhor dedicação, humilde sem reserva de o dizer.

Alimentei o desejo num surpreender, sabia-o, recordei o momento. Semelhante a todos os outros que era para comungar com alegria, partilha e querer, são meus, teus sonhos, nada os verte em desistir pela dor, encontrar novo caminho para realizar, sentir a vida. Este ano foram imensos os dias impregnados de solidão, continuada luta do meu imenso querer por Ser.

Devagar levanto barreira no caminho para descansar sem desistir, tudo o que vivi não retorna ao esquecimento, aprendi. O primeiro dia do ano recordo verter as lágrimas por não desistir do sonho, sinto a exaustão do continuar. Certa que tudo o que deixei foi por amor, quem ama fá-lo livre. Seguiu como se não existisse ontem e hoje. Libertei para voar dentro dos sonhos que diz querer viver, não encontrou confiança. Abri a porta, não voltou! Dei asas para voar livre, conquistar e realizar todos os sonhos de verdade, na verdade. Com confiança, partilha incondicional, viver a paz.

Na liberdade da vontade, auguro sons do silêncio, sentir o sonho, sem barreira como todos aqueles que comungam a minha vida. Nada é imposto. Assim vivo, vou continuar, livre de amar, querer, Ser, comungar com quem mereçe esta essência inata que luz dentro de mim.

Eu!? Essência de tudo na partilha do dia-a-dia, merecida de dedicação, errada a busca incessante na procura de falhas que nunca permiti existir na alma que carrega este corpo, entrego o incondicional. O passado não é o presente, agora existe a oportunidade de viver, corrigir erros, continuar a comungar um futuro cúmplice na confiança.

O momento de reescrever outra página da vida. Manter a esperança que um dia não a volta a reescrever, para mim sempre o querer viver o sonho da partilha e comungar de forma incondicional, o bom e o mau, alegria e tristeza, saúde e doença, angústia e conquista. Estive lá para dar o incondicional sem desistir ou exigir. Orgulho-me da humildade em que vivo sem desistir no medo de novas páginas, caminhos e sonhos. Não desisto, sinto chegar o limite, os ecos que entoam por ainda hoje ouvir passados que não encaixam no presente, e não vão fazer parte do futuro.

Viro a página... chegou o fim!? Não sei, o sonho permanece aparentemente desfeito, adormeço em lágrimas na procura serena, tranquila que há imenso quero sentir. Não nego o vazio que invade pela saudade de tudo o que foi vivido. Por ti, lutei com a tua promessa. Consciente algures um dia o sonho é real, com ele momentos de felicidade por sentir respeito, orgulho, brilho num olhar somente porque Existo.

Sonhei ser este o nosso sonho, numa noite mágica (de hoje, no passado). Senti medo de caminhar, verdadeiro, existe dentro de mim pela dor do caminho da vida que me elegeu! Permiti erros inundar o meu ser, humilhada sem conter as lágrimas, molhadas, secas, todas agarradas no meu coração.

Invadida pela tranquilidade, sei a plenitude do que fiz, dei, dediquei, no todo do sonho que desejo viver. É o tempo sereno, paz e descanso interior, silêncio que outrora entoava gritos de desilusão dentro do meu ser. A revolta de violados valores que inatos crescem dentro em cada passo neste caminho. Responsabilidade única em mim porque permiti!

O mundo que quero conquistar não terminou, começa a reconstruir novos sonhos na aprendizagem da dor que outrora me fez sofrer! Não esqueço que os lúcidos elucidam, não vivem para Ser e sonhar. Bem sei que a vida que me elegeu merece mais que a humilhação por não me confiar a verdade.

Na família, maior tesouro herdado, sorte e orgulho dentro do meu Ser angustiado por sentir causar sentimentos de desilusão. Amigos, são a família que escolho, acompanham esta essência, valor humano numa máxima que jamais permitirei desistir!

Serei ainda mais FELIZ, no coração transporto o amor que tenho por todos aqueles que me estimam, dedicam e cuidam.

Sonya Monteiro Santos

O amor perfeito é a mais bela das frustrações, pois está acima do que se pode exprimir. (Charlin Chaplin)

Todas as palavras, atitudes e querer vão ficar a uma distância abismal da tradução do meu sentir. Um sentir sempre incondicional. A vida não seria a mesma se não a vivesse desta maneira, comungar todo o AMOR que invade a essência do meu sentir. O meu VOO continua mesmo feridas jamais perderei as Asas.

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