7 de dezembro de 2010

A minha Estrela





Despertei... caí da cama e bati com a cabeça. Terrível, pavoroso, doeu imenso a queda, a dor e o despertar sem saber onde me encontrava. Durou uma imensidão de tempo quase eterno, no limite que nos é dado para viver, a consciência que pode terminar no momento seguinte.

Por fim na imensa dor, abri os olhos, olhei em redor, o silêncio pavoroso, escuridão desmedida, solidão. A custo o corpo começou a mexer, levantar e caminhar, ao fundo uma luz, ténue. Caminhei para ela, pouco a pouco começou a ficar imensa, brilho que me encandeia o olhar, o pensamento.

Sorri, uma estrela desceu em conforto, quebrou solidão e medo. Tenho-a agora dia-a-dia no despertar que acreditei existir. Nada chega no acaso, merecida há imenso tempo no conforto desejado que agora sinto.

As amarras já não existem, a vontade do passado ficou lá atrás, no presente  olho a estrela que me guia e protege. Confio nela para seguir sem medo ou receio.

Ao adormecer acolho dentro de mim aquele brilho, nos sonhos viajo com Ela ao paraiso, acordo outro dia, o sentir que novamente estou viva. Se alguém perguntar quem é a Estrela, a resposta é simples.

Chama-se PAZ.

Sonya Monteiro Santos


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