20 de dezembro de 2010

Carta ... que Deus!?



Escrevi, escrevo, dediquei, dedico, cartas de amor, amor universal, sentimento maior por todos os que reconheço, identificação d'Alma. O que Sou fica perpetuado na vida que me elegeu, fui, sou e serei liberdade na verdade «sem confiança o amor não existe» vivo no sentir pleno da alma, mantenho a fé no que acredito existir para além do corpo, efémero.

Ser feliz pelo que sou, dou e reconhecem para aqueles que são importantes no caminho da vida que me elegeu, não traduz sinónimo de ausência da dor, sofrimento e procura eterna para conquistar tudo o que mais amo na vida, na certeza que um dia foram essas as sementes que levo no descanso eterno da Alma que me elegeu o corpo.

Escrevo também outras cartas, nesta época, dizem, o Natal é das crianças, as mais afortunadas escrevem cartas dirigidas ao mundo dos sonhos, arrepia-me cada poro por sentir nelas o acreditar dos sonhos, a magia que lhes brinda o olhar, a inocência de Ser criança e ter sonhos.

Contudo é nas outras crianças, menos afortunadas que comovo o olhar em nascente de sal, subtrairam-lhes os sonhos quando fecundadas, é nessas que dedico com toda a lúcidez e sentir uma realidade de época descaracterizada de tudo o que me identifica. Seguramente das semanas mais tristes que envolve a Alma.

Mantenho a Fé no que acredito existir para além do corpo. O meu Sentir vai para todos aqueles que o Natal não tem semente de alegria, magia e sonhos. É nesta altura que mais sou Grata por toda a riqueza que a vida me brinda, os amigos verdadeiros, a família que herdei, o abençoado filho que gerei no meu ventre, incluo todos, não há ausentes, todos permanecem no meu coração, dentro da Alma que carrego agraciada da Luz que sinto por ser 'rica' na partilha com todos eles.

Sonya Monteiro Santos



É no olhar que me Espelho d'ALMA

«O espelho e os sonhos são coisas semelhantes, é como a imagem do homem diante de si próprio. Tentei lhe dizer muitas coisas, mais acabei descobrindo que amar é muito mais sentir do que dizer. E milhões de frases bonitas, jamais alcançariam o que eu sinto por ti.»

José Saramago

1 comentário:

  1. Nunca te escrevi uma carta de amor

    “…tens razão, meu amor: nunca te escrevi uma carta de amor… interessante notar que mesmo num tom frio dito assim, sinto a dureza do saber que algo tão simples ainda não foi feito… talvez não tenha jeito… ou será apenas preconceito?... mas, na verdade, nunca te escrevi uma carta de amor, daquelas que levam as mágoas e as saudades em torrentes turvas de rios alterosos em direcção a um mar onde o horizonte se confunde com as cores de majestosos tons… são cartas de amor em que as palavras se confundem com os sentimentos que queremos transmitir e não os sabemos… são cartas de amor em que as palavras se misturam numa amálgama de tonalidades que não duram… são cartas de amor que perduram no tempo sem um lamento mas onde o sentir de um breve sentimento mais não é do que o dizer da palavra em dado momento… são cartas de amor que não escapam ao estereotipo dos sons que se ouvem na escrita e se escrevem com a voz… o som que se debate dentro de nós sem sabermos que já não temos o poder de gritar a sós… cartas de amor dizendo o que não é preciso dizer… cartas de amor falando de coisas que sabemos sentir, possuir, ver… cartas de amor com palavras que transmitem o toque, o cheiro, a visão, o sabor e a audição dos nossos corpos em fusão… na verdade, meu amor, nunca te escrevi uma carta de amor… uma carta que repetisse o que desde o início sempre te disse: que te amo… para quê então, meu bem, escrever o que já se sabe, o que já se tem?... mas um dia vou tentar escrever-te uma carta de amor, uma carta que te leve as palavras que me preenchem e se derramem sobre ti num sabor a tudo o que qualquer homem e mulher podem querer: que se amem a valer sem preciso ter de escrever uma carta de amor, perfeita, bela, cheia de luz e de cor…”

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