28 de dezembro de 2010

amor-próprio

«Nunca amamos ninguém. Amamos, tão-somente, a ideia que fazemos de alguém. É a um conceito nosso - em suma, é a nós mesmos - que amamos. Isso é verdade em toda a escala do amor. No amor sexual buscamos um prazer nosso dado por intermédio de um corpo estranho. No amor diferente do sexual, buscamos um prazer nosso dado por intermédio de uma ideia nossa.»

Fernando Pessoa




«A porta fechou se contigo
Levas te na noite o meu chão
E agora neste quarto vazio
Não sei que outras sombras virão

E alguem ao menos me diz
Ha um perfume que ficou na escada
E na TV o teu canal esta aberto
Desenhos de corpos na cama fechada

São um mapa de um passado deserto
Eu sei que houve um tempo em que tu e eu
Fomos dois passaros loucos
Voamos pelas ruas que fizeram ceu

Somos a pele um do outro
Não desistas de mim
Não te percas agora
Não desistas de mim

A noite ainda demora
Ainda sei de cor o teu ventre
E o vestido rasgado de encanto
A luz da manha e o teu corpo por dentro

E a pele na pele de quem se quer tanto
Não tenho mais segredos
Escondi me nos dedos
Somos metades iguais

Mas hoje so hoje
Leva me para onde vais
Que euro dizer te
Não desistas de mim

Não te percas agora
Não desistas de mim
A noite ainda demora
E não desistas de mim

Não te percas agora»

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