28 de dezembro de 2010

amor-próprio

«Nunca amamos ninguém. Amamos, tão-somente, a ideia que fazemos de alguém. É a um conceito nosso - em suma, é a nós mesmos - que amamos. Isso é verdade em toda a escala do amor. No amor sexual buscamos um prazer nosso dado por intermédio de um corpo estranho. No amor diferente do sexual, buscamos um prazer nosso dado por intermédio de uma ideia nossa.»

Fernando Pessoa




«A porta fechou se contigo
Levas te na noite o meu chão
E agora neste quarto vazio
Não sei que outras sombras virão

E alguem ao menos me diz
Ha um perfume que ficou na escada
E na TV o teu canal esta aberto
Desenhos de corpos na cama fechada

São um mapa de um passado deserto
Eu sei que houve um tempo em que tu e eu
Fomos dois passaros loucos
Voamos pelas ruas que fizeram ceu

Somos a pele um do outro
Não desistas de mim
Não te percas agora
Não desistas de mim

A noite ainda demora
Ainda sei de cor o teu ventre
E o vestido rasgado de encanto
A luz da manha e o teu corpo por dentro

E a pele na pele de quem se quer tanto
Não tenho mais segredos
Escondi me nos dedos
Somos metades iguais

Mas hoje so hoje
Leva me para onde vais
Que euro dizer te
Não desistas de mim

Não te percas agora
Não desistas de mim
A noite ainda demora
E não desistas de mim

Não te percas agora»

20 de dezembro de 2010

Carta ... que Deus!?



Escrevi, escrevo, dediquei, dedico, cartas de amor, amor universal, sentimento maior por todos os que reconheço, identificação d'Alma. O que Sou fica perpetuado na vida que me elegeu, fui, sou e serei liberdade na verdade «sem confiança o amor não existe» vivo no sentir pleno da alma, mantenho a fé no que acredito existir para além do corpo, efémero.

Ser feliz pelo que sou, dou e reconhecem para aqueles que são importantes no caminho da vida que me elegeu, não traduz sinónimo de ausência da dor, sofrimento e procura eterna para conquistar tudo o que mais amo na vida, na certeza que um dia foram essas as sementes que levo no descanso eterno da Alma que me elegeu o corpo.

Escrevo também outras cartas, nesta época, dizem, o Natal é das crianças, as mais afortunadas escrevem cartas dirigidas ao mundo dos sonhos, arrepia-me cada poro por sentir nelas o acreditar dos sonhos, a magia que lhes brinda o olhar, a inocência de Ser criança e ter sonhos.

Contudo é nas outras crianças, menos afortunadas que comovo o olhar em nascente de sal, subtrairam-lhes os sonhos quando fecundadas, é nessas que dedico com toda a lúcidez e sentir uma realidade de época descaracterizada de tudo o que me identifica. Seguramente das semanas mais tristes que envolve a Alma.

Mantenho a Fé no que acredito existir para além do corpo. O meu Sentir vai para todos aqueles que o Natal não tem semente de alegria, magia e sonhos. É nesta altura que mais sou Grata por toda a riqueza que a vida me brinda, os amigos verdadeiros, a família que herdei, o abençoado filho que gerei no meu ventre, incluo todos, não há ausentes, todos permanecem no meu coração, dentro da Alma que carrego agraciada da Luz que sinto por ser 'rica' na partilha com todos eles.

Sonya Monteiro Santos



É no olhar que me Espelho d'ALMA

«O espelho e os sonhos são coisas semelhantes, é como a imagem do homem diante de si próprio. Tentei lhe dizer muitas coisas, mais acabei descobrindo que amar é muito mais sentir do que dizer. E milhões de frases bonitas, jamais alcançariam o que eu sinto por ti.»

José Saramago

13 de dezembro de 2010

Porque é Amor




«É ver o tempo correr como um filme poeirento e no entanto não esquecer cada gesto, cada palavra, cada olhar, um entrelaçar de mãos, um roçar de lábios, uma dor profunda no âmago, é um latejar nas têmporas, é um calor intenso, um sol que nos consome com licença... porque é o Amor! »
 

12 de dezembro de 2010

Everytime

While my wings don't fly and your face does not disappear those dark days, clear nights keep the encroaching salt on my face, easy for you. Did you followed as if we had not loved a dream. I don't want to feel the sorrow and sadness, I don't want feel loneliness is my company, I don't feel that there are no words in your heart that You can give me comfort, dried my tears, give me back my dreams and let me fly again.

Sonya Monteiro Santos




«I make believe, that you are here, it's the only way, I see clear, what have I done? You seem to move on easy, everytime I try to fly, I fall without my wings, I feel so small, I guess I need you baby, and everytime I see you in my dreams, I see your face, you're haunting me, I guess I need you baby, at night I pray, that soon your face, will fade away.»

7 de dezembro de 2010

A minha Estrela





Despertei... caí da cama e bati com a cabeça. Terrível, pavoroso, doeu imenso a queda, a dor e o despertar sem saber onde me encontrava. Durou uma imensidão de tempo quase eterno, no limite que nos é dado para viver, a consciência que pode terminar no momento seguinte.

Por fim na imensa dor, abri os olhos, olhei em redor, o silêncio pavoroso, escuridão desmedida, solidão. A custo o corpo começou a mexer, levantar e caminhar, ao fundo uma luz, ténue. Caminhei para ela, pouco a pouco começou a ficar imensa, brilho que me encandeia o olhar, o pensamento.

Sorri, uma estrela desceu em conforto, quebrou solidão e medo. Tenho-a agora dia-a-dia no despertar que acreditei existir. Nada chega no acaso, merecida há imenso tempo no conforto desejado que agora sinto.

As amarras já não existem, a vontade do passado ficou lá atrás, no presente  olho a estrela que me guia e protege. Confio nela para seguir sem medo ou receio.

Ao adormecer acolho dentro de mim aquele brilho, nos sonhos viajo com Ela ao paraiso, acordo outro dia, o sentir que novamente estou viva. Se alguém perguntar quem é a Estrela, a resposta é simples.

Chama-se PAZ.

Sonya Monteiro Santos


4 de dezembro de 2010

Por fim...


... vamos-nos falando. Não é permitido ouvir quando me dei por inteiro, transparente, sem barreiras, frágil, com a coragem de mostrar o que Sou e Sinto.


A angústia consome tudo o que sou neste dia, celebração adiada dos nossos caminhos. À semelhança de outras datas, foi um ano onde as agarro todas com o mesmo sentir, angústia, tristeza, perda, lúcida que sou merecida de melhor dedicação, humilde sem reserva de o dizer.

Alimentei o desejo num surpreender, sabia-o, recordei o momento. Semelhante a todos os outros que era para comungar com alegria, partilha e querer, são meus, teus sonhos, nada os verte em desistir pela dor, encontrar novo caminho para realizar, sentir a vida. Este ano foram imensos os dias impregnados de solidão, continuada luta do meu imenso querer por Ser.

Devagar levanto barreira no caminho para descansar sem desistir, tudo o que vivi não retorna ao esquecimento, aprendi. O primeiro dia do ano recordo verter as lágrimas por não desistir do sonho, sinto a exaustão do continuar. Certa que tudo o que deixei foi por amor, quem ama fá-lo livre. Seguiu como se não existisse ontem e hoje. Libertei para voar dentro dos sonhos que diz querer viver, não encontrou confiança. Abri a porta, não voltou! Dei asas para voar livre, conquistar e realizar todos os sonhos de verdade, na verdade. Com confiança, partilha incondicional, viver a paz.

Na liberdade da vontade, auguro sons do silêncio, sentir o sonho, sem barreira como todos aqueles que comungam a minha vida. Nada é imposto. Assim vivo, vou continuar, livre de amar, querer, Ser, comungar com quem mereçe esta essência inata que luz dentro de mim.

Eu!? Essência de tudo na partilha do dia-a-dia, merecida de dedicação, errada a busca incessante na procura de falhas que nunca permiti existir na alma que carrega este corpo, entrego o incondicional. O passado não é o presente, agora existe a oportunidade de viver, corrigir erros, continuar a comungar um futuro cúmplice na confiança.

O momento de reescrever outra página da vida. Manter a esperança que um dia não a volta a reescrever, para mim sempre o querer viver o sonho da partilha e comungar de forma incondicional, o bom e o mau, alegria e tristeza, saúde e doença, angústia e conquista. Estive lá para dar o incondicional sem desistir ou exigir. Orgulho-me da humildade em que vivo sem desistir no medo de novas páginas, caminhos e sonhos. Não desisto, sinto chegar o limite, os ecos que entoam por ainda hoje ouvir passados que não encaixam no presente, e não vão fazer parte do futuro.

Viro a página... chegou o fim!? Não sei, o sonho permanece aparentemente desfeito, adormeço em lágrimas na procura serena, tranquila que há imenso quero sentir. Não nego o vazio que invade pela saudade de tudo o que foi vivido. Por ti, lutei com a tua promessa. Consciente algures um dia o sonho é real, com ele momentos de felicidade por sentir respeito, orgulho, brilho num olhar somente porque Existo.

Sonhei ser este o nosso sonho, numa noite mágica (de hoje, no passado). Senti medo de caminhar, verdadeiro, existe dentro de mim pela dor do caminho da vida que me elegeu! Permiti erros inundar o meu ser, humilhada sem conter as lágrimas, molhadas, secas, todas agarradas no meu coração.

Invadida pela tranquilidade, sei a plenitude do que fiz, dei, dediquei, no todo do sonho que desejo viver. É o tempo sereno, paz e descanso interior, silêncio que outrora entoava gritos de desilusão dentro do meu ser. A revolta de violados valores que inatos crescem dentro em cada passo neste caminho. Responsabilidade única em mim porque permiti!

O mundo que quero conquistar não terminou, começa a reconstruir novos sonhos na aprendizagem da dor que outrora me fez sofrer! Não esqueço que os lúcidos elucidam, não vivem para Ser e sonhar. Bem sei que a vida que me elegeu merece mais que a humilhação por não me confiar a verdade.

Na família, maior tesouro herdado, sorte e orgulho dentro do meu Ser angustiado por sentir causar sentimentos de desilusão. Amigos, são a família que escolho, acompanham esta essência, valor humano numa máxima que jamais permitirei desistir!

Serei ainda mais FELIZ, no coração transporto o amor que tenho por todos aqueles que me estimam, dedicam e cuidam.

Sonya Monteiro Santos

O amor perfeito é a mais bela das frustrações, pois está acima do que se pode exprimir. (Charlin Chaplin)

Todas as palavras, atitudes e querer vão ficar a uma distância abismal da tradução do meu sentir. Um sentir sempre incondicional. A vida não seria a mesma se não a vivesse desta maneira, comungar todo o AMOR que invade a essência do meu sentir. O meu VOO continua mesmo feridas jamais perderei as Asas.