31 de outubro de 2010

So do I...


Partilhar a voz do coração não é vergonha para mim...

É liberdade!


So do I ... fragil como as asas de uma vida ... uma mão cheia de nada ... tudo muda ... frágil a memória da paixão!

"Nunca houve numa «vida única» uma «afeição única»: e se nos parece que há casos em que houve é que ...essa vida não durou o bastante para que a desilusão e a mudança se produzisse, ou quando se produziu ficou orgulhosamente guardada no segredo do coração que a sentiu"

Eça de Queiroz (correspondência)

26 de outubro de 2010

Um dia após o outro...

No words needed! Remete antes o silêncio, do que a mentira!


Um dia após o outro, a vida sempre continua. Existem péssimos momentos que questionam as limitações do corpo e da mente, o propósito da vida e dos caminhos que tentámos construír. Olhar em frente e ter novos objectivos para conquistar, uma aprendizagem por vezes dura e cruel. A essência humana na maioria das vezes usa a inteligência para conquistar, usa o poder em detrimento dos mais fracos, o resultado é a pobreza e mediocridade de espírito. Uma pessoa não se mede pelo que têm, mas pelo que É. Não importa ter abundância se o espírito é nu de valores. Estender conscientemente a mão ao 'pobre' nunca deverá servir de supremacia e olhar o outro de cima para baixo. Ser humilde é dos maiores valores humanos. Saber reconhecer os erros, aprender e simplesmente pedir desculpa. Perdoar verdadeiramente não está alcance de uma qualquer mente, quando se invoca revolta e rancor. Quando não se consegue ultrapassar quesílias fúteis que pelo tempo ficam fluidas e desenquadradas, sem sentido! Estar presente não significa estar perto, os sentimentos crescem por todos aqueles que amam, estimam e cuidam. Há vidas que são completas por sentimentos. Escolhido o coração como órgão vital dos sentimentos, é na mente que flue e acontece tudo. Uma energia pura provida de conceitos adquiridos no caminho da vida, na aprendizagem não importa a idade, importa a consciência, a humildade, as acções puras de sentimento. Por vezes o presente não elucida da melhor maneira o que acontece, as perguntas e respostas podem não ser as melhores. Ao olhar para trás muita dessa informação surge de surpresa e magoa. O que vem ao conhecimento é cruel e duro que pode magoar ainda mais do que o presente. Não compreendo porque as pessoas fazem jogos do nada, alimentar a mente e o tempo com perguntas às quais procuram uma resposta mesmo antes de a encontrar. É na consciência daquilo que Somos que pode nascer o orgulho e coragem para continuar a construir novos caminhos. A Vontade é o que rege a vida. Cabe a cada um ter a própria vontade nas acções que pratica e saber viver com essa responsabilidade. Lamento imenso que muitas vidas sejam desperdiçadas com futilidades e sem raciocinio, sem saber olhar o semelhante, sem esgotar a melhor dedicação e viver na plenitude da tranquilidade em consciência pelo que faz. Estar sempre a tempo poderá ser uma premissa falsa, não conhecemos o tempo, saber viver como se não existisse amanhã, saber viver para a eternidade, para isso há que semear e cuidar de cada semente com a melhor dedicação e que na altura da colheita seja o resultado de tudo o que fizémos e Somos.

«É isso aí... a vida simples é boa, quase sempre... a vida continua» que a coragem nunca me falte e que cada lágrima seja a construção do novo caminho, onde lavo a alma e sigo em frente... porque tudo o que foi semeado dentro de mim nunca ficará apagado... crescer e aprender um dia após o outro...


Sonya Monteiro Santos

23 de outubro de 2010

Voltarei a VOAR ...

Quando damos tudo como perdido,
... Eis que surge TUDO novamente.





Quando veio mostrou-me o afecto
E pedi-lhe que me levasse o medo
Despida d'alma fiquei transparente
Devagarinho entreguei-me a medo

Frágil como cristal para te lapidar
Momento único, tatuado na pele
Sentir o mundo dentro de mim ...
Em cada afago, o olhar e abraço.

Abandonei o meu corpo em ti
Levaste a Alma pelo tempo...
Fechaste a caixa de pandôra.
Fiquei presa, sem poder voar!

Sou pássaro livre, quero voar longe!
Partilhei meus dias, ofereci as asas!
Juntos em voo de sonhos a realizar!
Mas fiquei presa, sem sonhos e voo

Afaguei-te nos meus braços e olhar
Cuidei-te enfermo com o meu amor
No ninho que era sempre meu e teu
Tentei voar mais alto, ver-te melhor

Estava prisioneira do medo de ires
Por fim arrancas as minhas asas...
No momento não posso voar alto !
Ver e conquistar um mundo novo !

Morro a dor a saudade que invade
O meu ser sereno respira-te ainda!
Não fosse o cortar das asas, hoje
ainda podiamos voar e conquistar.

Já vejo novamente algumas penas
Que emergem das asas cortadas
Ainda é cedo e voar livremente...
Enquanto nascem estou no ninho

Vivo cada dia a tentar acordar-me
No ninho a minha família cuida-me
Pedem para sorrir novamente, voar.
Ainda não consigo, a Alma ferida!

Um dia vou chegar sem o medo ...
De voar novamente, a sorrir e livre
Por agora permaneço e adormeço
Encolhida no ninho com algodão...

Serei livre, com as maiores asas
Voarei até ao limite deste mundo!
E sem medo vou conquistar-te ...
A confiança, honestidade e AMOR.

Sonya Monteiro Santos

Promessas perdidas escritas no ar...

... que podem voltar ainda algum dia num voo mágico.




Fechei as asas! Foram imensas as vezes que pedi ...

Mata-me de amor!
Dá-me Liberdade!
Deixa-me Voar ...


Queria ter sido uma conquista, um sonho... uma vida!
Por vezes fraco assim é o coração, pedia o coração...
Sonhava com estrelas de mil cores, ectasy ou paixão

E hoje, ao ver para crer, aqueles truques de cinema!
Achas que TUDO O QUE TE DEI valeu mesmo a pena?
Submersa dentro, sinto aquele teu cheiro de saudade
Será que algum dia o ar o desloca para longe de mim!

Não quero ser o coração fraco, ao sentir aquela dor
Sinto a viajem, quero parar e recomeçar novamente
Aquela que um dia sonhei ser assim e não consegui

Para sempre em ti, permanece o sonho que não vivi!
E mesmo a medo, me fez querer viver o meu SONHO
Ao saberes usar os verbos, o meu sonho vais ser Tu!

«Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final... Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria, o sentido das outras etapas que precisamos viver» Fernando Pessoa

Sonya Monteiro Santos