5 de novembro de 2009

Palhaça sem nome

Entre o sorrir e o chorar como a linha que guarda a alma, existe uma vontade de ser e ficar no dia que mais me sente a calma. Sorrir como espelho inverso, são lágrimas que me secam na pele a máscara branca pintada no rosto, linhas que marcam a alegria sem esforço.

O querer é obra de arte do espectáculo quando cada sorriso nasce e sente o toque da tinta novamente. Quando na face não se encontra o sorriso porque se tapou a boca, os olhos sorriem e o espectáculo segue. Os olhos fecham, uma lágrima caída desagua na boca, o público fica suspenso.

Suspendo o espectáculo, o público vê boca e olhos, sem saber que, quem manda em ambos é o coração que sorri e também chora. Entre o sorrir e o chorar fica suspensa a resposta enquanto quem assiste não aprender a olhar um coração.

«Todo o tempo que olho cada coração
outros olham somente o meu sorriso!»

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