27 de outubro de 2009

Um dia irei contigo...

Aqui o tempo flui... o sol brilha lá fora! Ilumina o meu quarto, não me toca a pele. O olhar faz-me sombra, todo o corpo escurece, Previsão do dia cinzento prometido pela chuva... Aguaceiro corre como abrigo de fonte d'alma, Afogado pela sombra de um olhar de criança perdida. Abro todos os chapéus, para não me verem chegar. Encharcada da tempestade seco tudo apressadamente, O semblante não esconde a intempérie não prevista! Este ano teve uma única estação, foi sempre Inverno. Alguns dias o Sol prometia, promessa vã não cumprida. Cobardia própria do medo!... palavras soltas sem sentido. Recebi abraços de agasalho que duram apenas segundos. Conforto de ilusão prometida... por mim não esquecida. Quero sair desta estação e viajar noutro caminho, Encontrar um abrigo!... e sobreviver... voltar a renascer. Leva-me, eu vou contigo! Abraça-me, sou a tua roupa. Beija-me, sou o teu alimento. Ama-me, sou parte de ti. Protege-me... protege-me todos os dias, para sempre! Vou abrir o coração, elevar a alma, cruzar novos caminhos. Afaga esta longa angústia de raiz forte, existes aqui dentro! Vem proteger-me desta tempestade que me suga e definha. As estrelas brilham longe, o sonho perde-se no dia. Até encontrar-te vou sobreviver... e nesse dia... ... nesse dia vou renascer para nunca mais morrer. Os meus olhos vão brilhar para te iluminar, Os meus beijos vão cobrir-te como roupa de algodão, Os meus abraços vão ser o teu porto de abrigo. Quando chegares vamos Ser eternamente: Um!
2 de Novembro de 2008

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