27 de outubro de 2009

O sal que provo

O sal que provo nos lábios,
Navega até às entranhas.
Salga a dor a encarnado,
Corre o sangue do veneno.
Garganta, arranha sem voz,
Descontroladas as sombras,
Povoam o branco da parede
Ecos doentios sem destino.
Que má formação humana...
Privilégios carimbam dias,
Diálogos imaturos, futilidade.
O olhar está vazio de vida,
Basta, chega!... não mais...
Sinto esgotar pela loucura,
O silêncio irrompe no fim.
Escondidas, ficam as gotas,
Salgada prova de desilusão.
Da certeza de sempre saber
Que ía terminar assim! Triste.

Não lamento o fim, lamento apenas,
Palavras que ecoam... antes do fim!

23 de Novembro de 2008

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