27 de outubro de 2009

Assim sou Eu

A noite fez-me espelho,
Negro em reflexo d'alma,
Que carrego e alimento.
Assim sou eu...
Ausente de tudo
O dia foi cinzento.
Termina no caminho,
Em repetido movimento.
Cobardia de todos os dias,
Verto em alma
O copo d'água
Afago a dor...
Milagre químico!
Sem sentir... adormeço.
A noite toma-me fria
Perdi os sonhos...
Esqueci quem sou,
O amanhecer está aqui,
Nesta luz que me invade
Como sombra do leito
Onde jaz meu corpo vazio.
Abro os olhos sem acordar.
- Porque estou aqui!?
Fecho os olhos...
Acordo-me... outra vez!
Sem saber o meu destino.
Vagueio entre o aqui e ali,
Tudo gira... e volta a girar!
Os dias somam e seguem
No frenesim que não sinto.
Tudo é breu, frio... triste!
Hibernei sem sentidos
Os olhos já não brilham,
O sorriso ficou esquecido.
O vazio é eco que não entoa!
Nada me sente o coração.
Não me encontro mais!
Assim sou eu!

22 de Outubro de 2008

1 comentário:

  1. Lindo o poema,talvez escrito num dia menos bom!

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