28 de outubro de 2009

Pormenores...

... os pormenores são o que constrói algo grande... neles a evidência que estamos presente, partilhamos e sentimos, olhamos mais além do querer sem entender... sem medo de nada...

27 de outubro de 2009

Estou aqui... além...

Os dias que sinto o teu querer em mim
renasce muito mais o meu querer em ti!
Sinto aquela saudade que me entranha!
quando seco timidamente o rosto, voltas.

Vens com sofrego no teu querer em mim,
Beber a saudade plantada dentro do peito
Percorres e deleitas no corpo de desejo
Arrancas saudade entre corpos despidos
Vens, vais... No silêncio perdido sem eco!

Levas tudo o que sou e dei, estou vazia
Perdida na estrada por onde caminho
Cega em passo curto sigo por adiante
Batalhas que nego vencer-me na guerra
Aperto mãos para não encontrar no rosto

Nascente do mar de sal que corre em mim
Fonte que o coração liberta sem querer
Estou aqui, além de ti... do querer, não sei!
Sou por ti, em ti... onde estou!? Não sei!

Grito pelo eco de ti, não te encontro aqui.
Toco meu corpo em cada manhã. Viva!?
Que procuras neste Ser? Dilacerar o que Sou!?
Que te faz regressar a mim em cada saudade!?

Desejo essa saudade todos os dias... como ar!
Coragem que abandones a máscara, mostra-te!
Ser transparente como água límpida que bebo
Ser o imenso Sol que me aquece nas manhãs

Ser estrela que brilha no céu e guarda a noite!
Ser parte de mim em ti, ser Um para sempre!

19 de Agosto de 2009

Pedra

Em pedra ergue-se muros
Castelos, pontes e casas.
Em pedra ergue-se a Vida
A Vida que voa sem asas.

Na pedra habita uma Estória
Inerte, fria, contada, molhada
Numa concha existia a Vida!
Que agora encontro fechada.

Alguém junta pedra por pedra
Para saber que Estória existia
Olhar pedras frias sem a Vida
Contadas outrora com alegria!

Da pedra fazem lage e lápide
Marca a passagem pela Vida
Cada escrito um sentido puro
De uma Estória muito querida

São pedras contadas sem vida
A cada uma sempre a Estória
A mesma que um dia foi Vida!
Descansa agora na memória...

Toco e molho cada pedra fria
O mesmo instante movimento
Cada pedra acorda e... Grita...
Na procura de um novo alento

Oh! Pedra que estás tão ferida
Morta aberta com vida inscrita
Fica inerte com toda a Estória
Que tua vida passou a Escrita!

11 de Julho de 2009

Mar Azul

Toquei um olhar da cor azul do mar,
Profundo, sem resíduos de poluição.
Mergulhei nua no mar transparente,
Em coragem não o fizera de pés...

Mergulhei de cabeça, nele nadei...
... e nadei! Bebi água desse azul.
Fonte viva! Esperança agarrada...
Senti leveza do corpo desnudado.

Cada dia volto para ver aquele mar,
Vejo enorme horizonte interminável.
As perguntas ficaram para depois,
Agora quero apenas nadar imenso!

Em cada mergulho uma música,
Sinfonia única de cheiro e toque,
É assim o azul do mar! Navego...
Houve dias que nadei para longe,

Perdi o Norte... andei à deriva...
Sem desistir... continuo a nadar!
Percebo melhor este mar azul...
Livre e preso, plano e ondulado!

Não importa a maré em cada dia,
Aguardo por novo mergulho nua!
Transparente, húmida e límpida,
Nada temo ao nadar neste mar!

Nele sinto-me eternamente livre
Porque assim me toca desnuda
Sem preconceito por ali estar...
Único desejo pedido aos anjos.

Que neste mar não seque Vida!
Nele emerge sonho prometido.
Desejos que molham cada poro,
Em todo meu corpo desnudado...

Há dias que mergulho pela noite,
A silhueta não disfarça ser mulher
Curvas de harmonia que ondulam,
Em água calma, serena, meu Mar!

É de dia que vejo a tua cor azul,
É de noite que mergulho dentro.
É de alma vencida que te quero,
É em silêncio que me molhas...

Afagas-me todo o corpo em ti...
Existe dias que ondulas tanto...
Olho-te de longe e espero por ti!
Quero-te mar azul, não outro mar!

Assim molho cada beijo e sopro-o,
A brisa leva profundo e toca-te...
Bebo a gosto cada gota de prazer.
Rendi-me a ti... eterno Mar Azul...

3 de Junho de 2009

Quando te ouvi...

Máxima que a natureza manda, rege e harmoniza. O que dela advém é sempre para receber e agradecer. Tudo o que me fez chorar é o que me faz crescer, rego de essência o caminho que consciente me tracei. Nos sonhos sonhados não caminhei sozinha. Neles partilha e confiança, amizade e dedicação, tolerância. Acredito que a metade de mim existe. Sem perceber senti que um olhar é luz que me indica o caminho. Evoluir como Ser do querer que me completa. Assim sinto e não desisto dos sonhos que me prometi. Estrela do universo que brilha dentro de mim. Sinto, apenas sinto o mundo dentro de mim. As tuas mãos afagam o meu sentir, no teu corpo repouso mesmo distante. Molhei os lábios de sal e abri o coração por inteiro na paz que me invade. Sinto a liberdade por na vontade imensa de partilha ser livre e sonhar. A vida traçou na natureza a harmonia de vontade e querer. Quando te ouvi... acreditei que existe a metade de mim. Saibamos nós olhar com o coração e nele repousar. Simplesmente SONHO-TE POR INTEIRO

9 de Maio de 2009

Olé!!!... Bravo!!!

Olé!!!... Bravo!!! Dizem os aficcionados sentados ao lado. A essência que corta pelo prazer de ver o sangue fluir até secar a alma!...
Olé!!!... Bravo!!! Como Lide Espanhola a cravar ferro certeiro! Morte na arena! Terra de cor barrenta misturado com lágrimas de sangue.
Olé!!!... Bravo!!! O toureiro agradeçe e dedica a lide ao seu clã! Todos se levantam e aplaudem efusivamente magestoso acto de Bravura.
Olé!!!... Bravo!!! O público reclama uma orelha, talvez duas! Assim termina mais uma tourada Espanhola herdada pelo Azul do Sangue.

Para ti

O nosso coração fala e silencia.
No diálogo audivel ou interior...

Vivo na certeza que em dobro receberei
Todo o amor incondicional que te dei ...
Todos os sorrisos que nascem em ti...!

O olhar que me expressa...
Em vezes salgados do nada.

Por Ti, estou aqui Viva, confiante.
No amor e na partilha que toco...
Onde os nossos corpos se unem!

O sorriso que contagia no abraço,
Envolto de um amor que cresceu.
Nos dias que o Sol brilha eu brilho,

Nos cinzentos a tua presença ilumina
Todo o amor que nos une e eternece.

As mãos que me tocam e confortam
Desejos percorridos pela silhueta..,
Sonho por tudo o que não tive.

Vivo por tudo o que me dás ...
E caminho contigo lado-a-lado

Com a esperança que um dia sonhei,
Irei contigo onde nunca me imaginei.
Meu querido o beijo mais sentido.

No conforto o abraço merecido,
Vem sem medo e sonha comigo!

13 de Março de 2009

Estou em silêncio

Estou em silêncio... estou envolvida no meu anjo da guarda, as suas asas são enormes e em mim a lucidez fará caminhar de cabeça sempre erguida e retribuir o sorriso e abraço da alma mais pura que me acompanha hoje e sempre, por ti meu querido Filho a mamã promete não cair à tua frente! Vou sorrir e brincar, jogar à bola e correr. Esqueço a dor que me envolve e por ti Viver! ... desculpa todos os erros, talvez mesmo não te mereça! Prometo realizar o teu sonho que é teu por direito! Amo-te do mais profundo da minha alma... Filho darei a vida, o mundo pela tua felicidade e conquista do sorriso. Não existem silêncios nesta alma que sente! Quem sente tem entendimento e conceito... Atingir o universal não é aqui nem agora... o tempo trará sabedoria e o respeito da vida! Levamos daqui o que trouxemos! Vamos despidos. Nascemos do Amor e levamos a luz carregada do Amor que semeámos!
10 de Março de 2009

Ainda sonho

Não tenho sombra, a noite escurece-me.
E a sombra não me faz Ser quem Sou!
Na sombra deambulam os diálogos...
Entre eles falam, sem que os compreenda!

Tenho sonhos, o dia nasce com eles.
Estou pronta para acordar sem receio,
Os medos ficaram entre as sombras...
Contínuam a falar sem que os compreenda!

Não sei a linguagem da sombra e do medo,
Que falam eles, de mim!? Não certamente.
Não tenho sombra, a noite escurece-me.
Protege-me para que consiga descansar.

Ainda os oiço! Na minha linguagem digo:
- Silêncio por favor! Quero descansar...
Logo chegará o novo dia e quero acordar!
Acordo com os sonhos que vou realizar.
Reparei agora, juntou-se mais uma...

A insegurança! E juntou-se no diálogo.
Que diria Eu na minha pobre linguagem!?
Olha! Temos poluição sonora de noite!?
Certamente não me compreenderam.
Olho todos pela sombra que trazem...

Na linguagem gestual indico o dedo!
Por fim o ruído foi embora e adormeci.
Hoje acordei e recordei-me do que vi.
No nascer do dia, nascem os sonhos,
Ergo para além do que sonho e sinto!

Sei que o diálogo continuou pela noite.
Noite após noite, ali permaneciam...
Mesmo ali, não mais incomodaram...
Dialogaram mas fizeram-no silêncio,
Alguém ouve que os escutasse!?

Noite após noite adormeço.
Eu!? Nunca mais os ouvi!...
E cada dia acordo e recomeço
A viver o Sonho que me prometi.

30 de Janeiro de 2009

A praia

Onde vais?
Vou no meu caminho!
Caminho pela praia,
Cada passo tem vida.
Que vida...!?
Essência trancendente!
Na areia está um trilho,
No fim coberto de prazer
Um corpo jaz estendido.
Olhar o infinito do céu,
Chove! Molha-me! Peço...
Corpo humedecido...
Molha-me! Encharca.
Rega o corpo de vida
A cada pingo acordo.
Gemido faz eco no céu!
Estou viva!...
Os sonhos renascem,
Povoam o pensamento,
Sonho pelo teu abraço...
Foi prometido! lembras-te!?
O olhar ainda não tocou...
a essência que me acorda.
Escondida no segredo,
Vivida sem qualquer medo!
Vem, vem ter à minha praia,
Renasce novamente...
Envolvo-te de cada pingo
Que me fez renascer...
Pingos envoltos de desejo
Olhar e diálogos de silêncio,
Beijos de alma vencida,
És o mundo, o universo.
O meu coração chega a ti,
Com a medida que tu sentes.
Vem, vem ter à minha praia.
Cobre-me de ti, em ti...
Sonha comigo...
Que eu sonho sempre contigo!

23 de Dezembro de 2008

O sal que provo

O sal que provo nos lábios,
Navega até às entranhas.
Salga a dor a encarnado,
Corre o sangue do veneno.
Garganta, arranha sem voz,
Descontroladas as sombras,
Povoam o branco da parede
Ecos doentios sem destino.
Que má formação humana...
Privilégios carimbam dias,
Diálogos imaturos, futilidade.
O olhar está vazio de vida,
Basta, chega!... não mais...
Sinto esgotar pela loucura,
O silêncio irrompe no fim.
Escondidas, ficam as gotas,
Salgada prova de desilusão.
Da certeza de sempre saber
Que ía terminar assim! Triste.

Não lamento o fim, lamento apenas,
Palavras que ecoam... antes do fim!

23 de Novembro de 2008

Um dia irei contigo...

Aqui o tempo flui... o sol brilha lá fora! Ilumina o meu quarto, não me toca a pele. O olhar faz-me sombra, todo o corpo escurece, Previsão do dia cinzento prometido pela chuva... Aguaceiro corre como abrigo de fonte d'alma, Afogado pela sombra de um olhar de criança perdida. Abro todos os chapéus, para não me verem chegar. Encharcada da tempestade seco tudo apressadamente, O semblante não esconde a intempérie não prevista! Este ano teve uma única estação, foi sempre Inverno. Alguns dias o Sol prometia, promessa vã não cumprida. Cobardia própria do medo!... palavras soltas sem sentido. Recebi abraços de agasalho que duram apenas segundos. Conforto de ilusão prometida... por mim não esquecida. Quero sair desta estação e viajar noutro caminho, Encontrar um abrigo!... e sobreviver... voltar a renascer. Leva-me, eu vou contigo! Abraça-me, sou a tua roupa. Beija-me, sou o teu alimento. Ama-me, sou parte de ti. Protege-me... protege-me todos os dias, para sempre! Vou abrir o coração, elevar a alma, cruzar novos caminhos. Afaga esta longa angústia de raiz forte, existes aqui dentro! Vem proteger-me desta tempestade que me suga e definha. As estrelas brilham longe, o sonho perde-se no dia. Até encontrar-te vou sobreviver... e nesse dia... ... nesse dia vou renascer para nunca mais morrer. Os meus olhos vão brilhar para te iluminar, Os meus beijos vão cobrir-te como roupa de algodão, Os meus abraços vão ser o teu porto de abrigo. Quando chegares vamos Ser eternamente: Um!
2 de Novembro de 2008

Assim sou Eu

A noite fez-me espelho,
Negro em reflexo d'alma,
Que carrego e alimento.
Assim sou eu...
Ausente de tudo
O dia foi cinzento.
Termina no caminho,
Em repetido movimento.
Cobardia de todos os dias,
Verto em alma
O copo d'água
Afago a dor...
Milagre químico!
Sem sentir... adormeço.
A noite toma-me fria
Perdi os sonhos...
Esqueci quem sou,
O amanhecer está aqui,
Nesta luz que me invade
Como sombra do leito
Onde jaz meu corpo vazio.
Abro os olhos sem acordar.
- Porque estou aqui!?
Fecho os olhos...
Acordo-me... outra vez!
Sem saber o meu destino.
Vagueio entre o aqui e ali,
Tudo gira... e volta a girar!
Os dias somam e seguem
No frenesim que não sinto.
Tudo é breu, frio... triste!
Hibernei sem sentidos
Os olhos já não brilham,
O sorriso ficou esquecido.
O vazio é eco que não entoa!
Nada me sente o coração.
Não me encontro mais!
Assim sou eu!

22 de Outubro de 2008

7 de Outubro

No dia que aqui me sento, perco o tempo, a esperança... aqui procuro, aqui encontro, aqui sonho, aqui desespero, bebo as palavras, mergulho em cada letra tua... preciso saber, procuro o sentido de ti, saber-te bem, desejar-te feliz, como elefante que arrisca e morre pelo seu filho... sou assim, não sei ser de outra forma, choro, choro muito! Grito em silêncio que inunda o meu olhar, desespero... sinto que sou formiga que esmagas, humilhas e partes para longe... no final este sentimento a que me vergo humilde e submissa sigo cada passo e suplico um olhar, um toque, um abraço, um beijo... algo que te ligue a mim! Porque te quero, porque te desejo aqui dentro de mim, porque preciso que me preenchas este vazio, serei apenas eu!? Estou a naufragar... não encontro nada que me salve. É emergente que me pegues ao colo, que me abraçes, que me protejas... abafa-me com o teu calor em essência de mim... não me deixes caída, sozinha, perdida sem caminho. Não estás aqui como promessa de mim dentro de ti!... porque foges de mim!?

Porque me esqueceste?

Porque me esqueceste...
Porque sou nada!?
Não encontro resposta,
Não encontro o sentir...
Não me encontro aqui.

Porque me esqueceste...
Porque te decepcionei!?
Enrolo-me como um ouriço.
Ninguém chega perto...
Tranco o meu coração.

Porque me esqueceste..
Porque não te mereço!?
Estou aqui...
Olho-te todos os dias.
Invado a imaginação de ti.

Porque me esqueceste...
Porque quero apenas...
... uma resposta tua!?
Segredar bem baixinho...
Que não desisti de Ti.

7 de Outubro de 2008

Vazio

Estou ausente do mundo...
Desejo um abraço sem fim.
Abafa a minha solidão,
Devolve o meu sorriso.
O vazio consome o que sou...
no silêncio falo o que sinto.
Ninguém ouve o grito,
Ninguém sente a dor.
Resisto o tempo todo,
para não te chamar.
Tenho que aprender...
Aprender a viver sem ti!
Não te posso ter neste vazio.
Vazio que vivo no mundo,
Neste mundo que és Tu.

7 de Outubro de 2008

Longe mas perto

Ergo desejo para além do que sou,
Aprendo a ser um novo caminho.
Encho vazios em sede de sentir,
Sem aguento de dor do teu silêncio...
Ouves-me!?
Não sei mais de ti... imagino apenas!
Faltou-me a coragem de ir ter contigo.
Abraçar-te com o meu olhar...
Perdi!... diluído pelo quotidiano.
Os teus olhos não estão ali nela!
Longe... estão longe... em ti na procura.
Sempre na procura de encher a alma.
Povoar os teus olhos, o teu sorriso.
Sinto a tua alma perto,
Envolvo-a num doce abraço meu.
Um dia vou encontrar-te, sei que vou!
Enquanto caminho ergo-me, olho em frente.
Não vou cair, levo-te confiante em meu peito.
Sorrio em silêncio e abafo a dor que sinto.
Desejo um sinal de ti... toca-me!
Toca-me o coração e saberei que és tu.
Segredo de nós guardado pelo silêncio.

7 de Setembro de 2009

Abraça-me

Abraça-me...
Com a tua pele... toca, cheira.
Quero sentir-te em mim.
Abraça-me agora!
Mesmo que em pensamento...
O tempo urge galopante.
Esperança transborda a vida.
Certezas desconhecidas.
Quero ir... não quero ficar.
Abraça-me...
Sem lamento...
Segura a minha mão, leva-me.
Não falo... sinto-te aqui perto.
Olho um vazio cheio de ti...
Sorrio, encosto o corpo,
Inerte em desejo contido.
Abraça-me muito!
Quero sentir a força...
Ternura, leveza do beijo
Envolto nesse abraço.
Olho-te sempre na recordação,
Prometi-te dentro de mim.
Abraça-me até adormecer.
Leva o sonho de ti em mim...
... mesmo que em pensamento.

26 de Agosto de 2008

Grito

Hoje não consegui sorrir... perdida... andei perdida! Vagueio à procura de mim, não estou aqui... não sei onde estou. Olho vezes sem conta, espelho de sombra... não sei quem sou. Demência contida, grito calado, lágrima seca... vivo aqui. Carrego o passado em peso que me esmaga o corpo, a alma! Puta que os pariu... não sabem... não pensam... não sentem! Perdoai-lhes que não sabem a dor que emerge dos actos... Subestimam essência que corre em veias cortadas na dor! Tombam à vergonha, levantam ao perdão... sem mais desistir. Grito em silêncio de mim... não quero, não vou... jamais desistir! Mentira... não sinto o que digo, não digo o que sinto... de mim! Íntimo pecado meu... sofrimento... vontade em desistir! Pediram para crescer... Porquê!?... Para quê!?... Aparências... Quem a sombra de mim cruza não alcança além daquilo que vê... ... não sente em mim, alma que transborda de amor por quem amo. Aos céus falo... confidencio... entrego o sofrimento de estar aqui!... Quero adormecer... descansar... repousar as minhas lágrimas. Acordar para me encontrar novamente e sorrir... amar... viver por ti!

Amanhã é outro dia...

25 de Agosto de 2008

Perdi-me

Perdi-me...
Vagueio por caminho que desconheço.
Encontro luz dentro de mim, és Tu!
Falamos em silêncio, cúmplices.
Envoltos na magia que tememos conhecer.
Oiço ruído e a luz apaga-se...
Continuo perdida.
Olho todos os sítios para encontrar-te
Chamo por ti!...
Tu não estás.
Cada dia vagueio mais além...
Trevas em lágrimas,
Roem a alma e a face,
Pingam em corpo enerte de cansaço.
Estou perdida, caída.
Tombei à coragem, perdi-te!
Volto atrás, corro... tombo e corro.
Não olho, não sinto, não sei de mim!
Perdi-me...
Cobro-me em cobardia,
Quero matar a minha alma,
Sair do que sou, quem sou!?
Sinto um toque, um abraço...
É o caminho perdido.
Levanto-me lentamente na angústia
Instinto em sobrevivência...
Volto atrás com ele...
Para não me perder de vez,
E por ti morrer.

11 de Agosto de 2008

Silêncio

Fecho os olhos e oiço a tua voz
Gemidos de um prazer fugaz
Coração exalta de tão perto sentir
Amor em desejo que silência
Estendo as mãos, trago-te até mim
Envolvo tua alma de mim
Em puro medo de te perder
Quero-te, desejo-te, amo-te
Sou em ti na imensidão
Imagino o céu e encontro-te
És estrela que brilha
Como anjo imaculado
Curvo-me a ti e choro
Ao sentir que te perdi

30 de Julho de 2008

Adormecer

É sempre noite...
No teu corpo fiz o manto
Repouso do silêncio
Pressa de adormecer
Fuga veloz de dor
Não quero acordar
Coração exalta ferido
Em chaga a sangrar
Angústia que sufoca
Anelo raio de sol
Lança do meu corpo
Luz no acordar
E ver o dia brilhar

30 Julho 2008

Essência corrumpida

Elevo a alma
Sinto um golpe profundo
Que rasga o meu corpo
Lágrimas de sangue
Em gritos mudos de dor
Essência corrumpida
De invenção do sentir
Mentiras cravadas
Como pregos crucificados
Assassino que silência
A inocência perdida
Loucos desta vida
Corrumpida de corpo efémero
De alma vencida
Por desejo mesquinha
Espelho de vampiro
Que mata a sede
Bebe da essência de vida
Cresce Fica grande e forte
Na essência corrumpida

28 Julho 2008

Renasci

Sinto o mundo por inteiro
Aberto como a porta para o universo
Olhar profundo como oceano
Reflexo da luz que emerge
Como sonho que julgava perdido
E em mim nunca esquecido

24 de Julho de 2008

As minhas viagens...

Há imagens que ficam para sempre na memória. Imagens captadas no momento a olhar o mundo, as pessoas... observar... simplesmente observar! Aprecio o silêncio num olhar... sabes do que falo? Sinto mais do que alguma vez conseguirei expressar... será sempre assim!? Por vezes sinto que o mundo não é este onde estou... apetece-me sair, ir para longe de tudo... porque será? Caminho numa realidade que não percebo, olho a miséria nas coisas, dos valores, da pressa automatizada nas pessoas e continuo o meu caminho... para o trabalho... para casa... capto momentos... Vidas de alguém que o meu olhar cruza, porque me prende a atenção? Vejo a publicidade... capto a mensagem!... precisamos disto tudo? É esta a nossa vida... foi para isto que tivémos a benesse de nascer? Andar... caminhar... viver sem viver... sobreviver..., conceito que melhor define aquilo que não controlamos, um dia temos e num outro qualquer acaba... Sim, acaba! É a maior certeza da vida, a nossa própria mortalidade! Sorrimos para esconder tristeza que persiste dentro de nós, temos angústias, medos, incertezas... Queremos sempre mostrar o quanto estamos felizes, porque será!? Por vezes temos a coragem de chorar perto de alguém... Por estes dias numa das grandes entrevistas acerca do dia mundial do cancro ouvi a seguinte afirmação: - Infelizmente as pessoas só alcançam a consciência da vida quando tocam a consciência da sua mortalidade, que é o caso das pessoas a quem doenças incuráveis acolhe, muitas dizem o mesmo que parece simples mas traduz exactamente o contrário, num testemunho: - A vida nunca mais será a mesma! aproveitamos cada dia, fazemos o que nos dá prazer, respeitamos os outros e vivemos sempre como se fosse o último dia! Esta afirmação vai muito além do comum das pessoas... Identifiquei-me com ela! Porque terei esta sensibilidade? ... nunca me senti a aproximar do fim!... Será a mesma sensibilidade que me lembra o estar num corpo quando sinto dores ao fazer algo simples como escrever com uma caneta? ... Nunca entenderei o porquê de aqui estar... o amor que consigo sentir por todos aqueles que amo angustia-me quando sinto qualquer limite para o demonstar! Quero cuidar, proteger e continuar a amar ... Não tenho cabanas no meu amor... esse não é o mundo onde me encontro... ! é para além disso... Mergulho na vida quotidiana, sorrir... terei um bonito sorriso que contagia quem está perto ... assumo as vaidades... gosto de mim primeiro pelo que sou! assumo a vaidade social, integração num espaço de matéria onde a presença física circula entre nós... tudo o oposto daquilo que na verdade sentimos!... Muitas vezes penso... se me dessem a escolher para aqui não viria... ficava com a energia pura de alma que carrego e que espero um dia voltar! Nesse dia tudo o que lutámos para ter apenas levamos a única coisa que nunca poderá ser medida... o amor que semeámos, cresceu e conseguimos sentir para viver! So will always be ... sometimes it may seem the opposite ... but the appearances are always there!

Sonya Monteiro Santos

Menina ou Mulher...

Menina ou mulher...
Que tem silêncio no sonhar.
Menina ou mulher...
Com Inocência no acreditar.

Menina ou mulher...
Que é Forte no querer.
Menina ou mulher...
Que é coragem no viver.

Menina ou mulher...
Que tem valor de honestidade.
Menina ou mulher...
Que acredita na felicidade.

Menina ou mulher...
Que acorda o seu ventre.
Menina ou mulher...
Que planta a semente.

Menina ou mulher...
Que chora com o coração.
Menina ou mulher...
Que é pura na emoção.

Menina ou mulher...
Que do corpo faz a tela
Obra prima do viver!

Sonya Monteiro Santos
28 de Junho de 2008
O início deste blog nasce com textos anteriormente escritos. Fazem parte da minha vida. Não nego o passado. Independente do caminho actual guardo na memória o que vivi, para que me lembre que a vida é uma constante aprendizagem, escolhas são o caminho e a VONTADE a principal premissa que tenho para conquistar a vida na plenitude. Os gritos de guerra são: Sapere Aude e Cogito Ergo Sum. Que seja insane somente quando AMO e ENTREGO a conjução de todos verbos no incondicional. Transcrevo um passagem de alguém que foi humanamente genuíno, Karol Wojtyla

AMOR E RESPONSABILIDADE

O amor, no seu conjunto, não se reduz à emoção nem ao sentimento, que não são senão alguns dos seus componentes. Um elemento mais profundo, e de longe o mais essencial de todos, é a vontade, que tem o papel de modelar o amor no homem. Na amizade - ao contrário do que sucede na simpatia - a participação da vontade é decisiva.