14 de fevereiro de 2012

Para ti...




Quando pensamos que a esperança está ténue, que o acreditar fecha a luz e a emoção são parte de tempos remotos, surge o brilho de uma estrela. Invertida a posição de todas as outras, esta brilha na terra, as cinco pontas que trás consigo de amor, generosidade, família, dedicação, inteligência e luta fazem o seu centro de brilho.

Apenas o reflexo do seu olhar o espelha de toda esta essência. Incautos todos aqueles que não lhe mergulham para o valorizar. Conjuga verbos de felicidade, de partilha e amor como um suave voar sobre a terra e pés no chão, é sentir que em cada gesto, palavra, sorriso e olhar emerge um brilho único. É sentir uma nova primavera que me cresce epiderme dentro e sentir calor.

Memorizo o enlace das mãos como semente plantada em prado fértil. Bebo cada olhar que me mergulha dentro quando os corpos navegam em mar de poesia. Por vezes é no silêncio das palavras que diálogos universais entoam e toco o céu, volto novamente, esta estrela brilha e habita na terra.

Comungamos o olhar, uma viagem que começa em formato transcendente de tudo o que existe. Por tudo o que já vivi, confesso o medo, o pavoroso medo… pouca coisa me coloca este medo, contudo o meu querer Viver supera-o!

É semente ainda, pequena, frágil e eterna que bebe cada rega dia após dia para emergir em forte alicerce. Faz sol lá fora, o frio do inverno não mais existe quando me brinda cada dia neste calor imenso.

Que tudo o que me dedicas seja eu de merecer e saber retribuir. Quero viver os verbos com valor, crescer mais, aprender mais, saber mais, dedicar mais, partilhar mais. Conjugar o incondicional no maior sentimento que pode existir.

As emoções que me arrepiam cada poro da pele quando te penso e sinto, é sentir tocar a brisa suave em campos floridos num movimento de harmonia. Que toda esta música que sinto a nascer dentro continue com novas melodias, únicas e sublimes.

Seja qual for a tua rota, o teu caminho, mantém essa essência de luz, brilha sempre mesmo para todos aqueles que não alcançam a escuridão dos teus dias menos bons, segura as lágrimas na boca, precisarás das mãos para te ergueres quando a tristeza bater no teu coração e sentires o chão.

Sorri sempre, até nos dias tristes, haverá sempre alguém que te devolve o sorriso e conforta sem palavra. Aproveita cada dia para construíres o teu céu e brindar de luz os que têm o privilégio de privar contigo.

A nós, que a melodia continue suave em cada nota que tocamos juntos e no futuro a canção que construirmos seja um hino ao amor.

Gosto muito de ti…

by Sonya Monteiro Santos

27 de maio de 2011

Tempo




O tempo convertido ao nada, o nada que subtrai o tudo, ilusão ou necessidade, não sei. Anelo o tempo que me vive, contamina, rasga, sangra, emociona. As trevas que me acolhem em leito vazio, escuro. Fecho o ventre para evitar que fecunde novamente o tempo. Paridos os sentidos partem à vontade sem comando da razão que nos distingue. Apreciar o puro, sem controlo de conquista, satisfação alterada como troféu. O que nasce livre assim permanece, infinito o compromisso de cuidar suave, tranquilo, sereno. São diversidades imediatas que descontrolam o elo que se firma, aborta o que foi fecundado. Era semente a florescer, sem rega pelo tempo, pelo espaço infinito da visão dos sentidos, morre. Há momentos que subtraía todos os sentimentos, converter-me a pedra e sentar um outro para repousar em mim. Ser fortaleza, castelo de sonhos. Ilusão, não era mais que a necessidade primária em descansar, logo recuperado o corpo, a viagem continua no que realmente consigna a vida, verbos no incondicional. Como todo o tempo, há dias que se vê o sol, outros chove. Nos de chuva protegemos o corpo, tão-só o protegemos, a essência é inviolável. Curiosamente é nestes dias, de chuva, que vamos ao íntimo de nós, a água faz espelhar a silhueta e obriga a olhar para dentro de nós. Fazer restauro nas paredes que envelhecem, nas portas que se fecham, por fim contruir nova janela e abrir. Ver novamente o mundo, os sonhos, a vontade de ir lá fora porque o sol sempre nasce, é único! Nesse instante surge o caminho e o impulso para abrir novamente a porta sem recear o que vai encontrar. Sabe que há calor, durante o tempo que fez do nada, Tudo! E tudo é impregnar a pele desse calor, confortar o silêncio em olhar mágico e deslumbrado pelo novo caminho, surge então, o abraço à realização. Con(tudo) enquanto a porta não se abrir pelo tempo, o Tudo é Nada!


Sonya Monteiro Santos





13 de janeiro de 2011

Inveja


A inveja é prima do ciúme e vive acompanhada da baixa auto-estima

“Certo dia, uma serpente voraz tentava abocanhar um indefeso pirilampo, quando este se voltou para ela e lhe perguntou – senhora serpente, como é que um animal tão poderoso me deseja aniquilar? A serpente respondeu – o teu brilho fascina-me e, como não o posso ter, tenho que te matar”.

Esta pequena história, ilustra muito bem o que o é a inveja. Está presente o desejo de destruir o outro, seja de que maneira for, porque é impossível conviver com o seu brilho. Esse sentimento que corrói por dentro é que nos faz tentar destruir aquilo que o outro tem de bom e que julgamos ser injusto.

Certo é que, todos nós num momento ou noutro, já olhámos para alguém e o invejámos. Para alguns, este sentimento constitui até o motor para tentarem ser cada vez melhores e atingir objectivos mais arrojados.

Invejam a casa do amigo? Então tentam arranjar um emprego melhor de forma a conseguirem comprar algo equivalente. Nessa situação, digamos que não estamos perante a face mais negra da inveja, mas sim uma versão mais leve, que tem a ver com o desejo de ser como a outra pessoa, mas que não passa por destrui-la. As raízes da inveja

A inveja, na sua essência, vai por outros caminhos bastante mais negros. O juízo que é feito acerca dos actos do invejado é a mola impulsionadora da inveja.

Avalia-se o outro e, de imediato, consideramo-lo melhor. Sim, porque ninguém inveja o coitadinho, nem pretende ser como ele. A inveja forma-se, então, a partir do momento em que ao nos comparamos com os outros, nos sentimos inferiores e menos capazes de realizar actos dignos de admiração.

Sedimenta-se um complexo de inferioridade e de frustração. Então, já que não se conseguem comparar a ele, só lhes resta destrui-lo de que maneira for. A crítica é uma das armas mais comuns.

Criticam, falam muito mal de alguém que, por vezes até nem conhecem mas que, de algum modo foi tocar fundo numa fragilidade qualquer que é só deles. Acham que tem demasiados namorados, que fez muitas plásticas, que anda sempre em festa... confundem o exterior com o interior e inferem então que, assim sendo, só pode ser uma pessoa fútil, desinteressante e desprovida de sentimentos. O invejoso não é amigo. É rival!

Outra característica presente no invejoso é que dificilmente escuta os outros. Sempre que está em situação em que ouve coisas que lhes estimulem a inveja, opta por mudar de assunto. Não é tolerável ouvir falar nas conquistas do outro, na promoção profissional, nas férias de sonho.

Há que mudar rapidamente de rumo e mostrar o relógio novo ou contar o último filme a que assistiu. Também lhes é difícil aceitar sugestões ou conselhos porque consideram que isso é um modo de se rebaixarem. Não podem receber, portanto não sentem gratidão. Isso implica que a sua capacidade de amar e de sofrer, esteja seriamente comprometida.

Sendo a amizade uma relação de partilha, por excelência, está por isso vedada. É-lhe impossível construir relacionamentos onde haja confiança, cumplicidade e companheirismo. Por tudo isto, normalmente o invejoso vive mal e tem poucos momentos de felicidade.

Vão trilhando um caminho que os conduzem à sua auto-destruição, porque não se aceitam como são nem tampouco tentam valorizar-se e crescer como pessoas.

Estão demasiado ocupados em destruir os alvos que traçaram, pelo que não lhe resta energia suficiente para mais nada. Tudo o que conseguem é insuficiente e desvalorizado. O resultado é o desperdício de uma vida entregue a frustrações.

Texto da autoria de Dr.ª Teresa Paula Marques


2 de janeiro de 2011

Para que nada nos separe...

... que nada nos una também! (Pablo Neruda)



Chegou 2011, outro dia, outro ano, outros sonhos!? tudo permanece inteiro sem metades partidas no silêncio com voz. Diálogos nossos em cada noite que adormeço no leito onde me jaz o corpo e adormece a Alma para não cair. Quando cair de mim o som de uma lágrima numa tela pintada pelo melhor artista é o dia do silêncio que nada mais existe de ti, parti aos ventos, sonhos e realidade. Voei para um canto do céu onde repousa toda a dor da Vida que senti por não desistir de Ser, Eu!

Sonya Monteiro Santos


28 de dezembro de 2010

amor-próprio

«Nunca amamos ninguém. Amamos, tão-somente, a ideia que fazemos de alguém. É a um conceito nosso - em suma, é a nós mesmos - que amamos. Isso é verdade em toda a escala do amor. No amor sexual buscamos um prazer nosso dado por intermédio de um corpo estranho. No amor diferente do sexual, buscamos um prazer nosso dado por intermédio de uma ideia nossa.»

Fernando Pessoa




«A porta fechou se contigo
Levas te na noite o meu chão
E agora neste quarto vazio
Não sei que outras sombras virão

E alguem ao menos me diz
Ha um perfume que ficou na escada
E na TV o teu canal esta aberto
Desenhos de corpos na cama fechada

São um mapa de um passado deserto
Eu sei que houve um tempo em que tu e eu
Fomos dois passaros loucos
Voamos pelas ruas que fizeram ceu

Somos a pele um do outro
Não desistas de mim
Não te percas agora
Não desistas de mim

A noite ainda demora
Ainda sei de cor o teu ventre
E o vestido rasgado de encanto
A luz da manha e o teu corpo por dentro

E a pele na pele de quem se quer tanto
Não tenho mais segredos
Escondi me nos dedos
Somos metades iguais

Mas hoje so hoje
Leva me para onde vais
Que euro dizer te
Não desistas de mim

Não te percas agora
Não desistas de mim
A noite ainda demora
E não desistas de mim

Não te percas agora»

20 de dezembro de 2010

Carta ... que Deus!?



Escrevi, escrevo, dediquei, dedico, cartas de amor, amor universal, sentimento maior por todos os que reconheço, identificação d'Alma. O que Sou fica perpetuado na vida que me elegeu, fui, sou e serei liberdade na verdade «sem confiança o amor não existe» vivo no sentir pleno da alma, mantenho a fé no que acredito existir para além do corpo, efémero.

Ser feliz pelo que sou, dou e reconhecem para aqueles que são importantes no caminho da vida que me elegeu, não traduz sinónimo de ausência da dor, sofrimento e procura eterna para conquistar tudo o que mais amo na vida, na certeza que um dia foram essas as sementes que levo no descanso eterno da Alma que me elegeu o corpo.

Escrevo também outras cartas, nesta época, dizem, o Natal é das crianças, as mais afortunadas escrevem cartas dirigidas ao mundo dos sonhos, arrepia-me cada poro por sentir nelas o acreditar dos sonhos, a magia que lhes brinda o olhar, a inocência de Ser criança e ter sonhos.

Contudo é nas outras crianças, menos afortunadas que comovo o olhar em nascente de sal, subtrairam-lhes os sonhos quando fecundadas, é nessas que dedico com toda a lúcidez e sentir uma realidade de época descaracterizada de tudo o que me identifica. Seguramente das semanas mais tristes que envolve a Alma.

Mantenho a Fé no que acredito existir para além do corpo. O meu Sentir vai para todos aqueles que o Natal não tem semente de alegria, magia e sonhos. É nesta altura que mais sou Grata por toda a riqueza que a vida me brinda, os amigos verdadeiros, a família que herdei, o abençoado filho que gerei no meu ventre, incluo todos, não há ausentes, todos permanecem no meu coração, dentro da Alma que carrego agraciada da Luz que sinto por ser 'rica' na partilha com todos eles.

Sonya Monteiro Santos



É no olhar que me Espelho d'ALMA

«O espelho e os sonhos são coisas semelhantes, é como a imagem do homem diante de si próprio. Tentei lhe dizer muitas coisas, mais acabei descobrindo que amar é muito mais sentir do que dizer. E milhões de frases bonitas, jamais alcançariam o que eu sinto por ti.»

José Saramago

13 de dezembro de 2010

Porque é Amor




«É ver o tempo correr como um filme poeirento e no entanto não esquecer cada gesto, cada palavra, cada olhar, um entrelaçar de mãos, um roçar de lábios, uma dor profunda no âmago, é um latejar nas têmporas, é um calor intenso, um sol que nos consome com licença... porque é o Amor! »
 

12 de dezembro de 2010

Everytime

While my wings don't fly and your face does not disappear those dark days, clear nights keep the encroaching salt on my face, easy for you. Did you followed as if we had not loved a dream. I don't want to feel the sorrow and sadness, I don't want feel loneliness is my company, I don't feel that there are no words in your heart that You can give me comfort, dried my tears, give me back my dreams and let me fly again.

Sonya Monteiro Santos




«I make believe, that you are here, it's the only way, I see clear, what have I done? You seem to move on easy, everytime I try to fly, I fall without my wings, I feel so small, I guess I need you baby, and everytime I see you in my dreams, I see your face, you're haunting me, I guess I need you baby, at night I pray, that soon your face, will fade away.»

7 de dezembro de 2010

A minha Estrela





Despertei... caí da cama e bati com a cabeça. Terrível, pavoroso, doeu imenso a queda, a dor e o despertar sem saber onde me encontrava. Durou uma imensidão de tempo quase eterno, no limite que nos é dado para viver, a consciência que pode terminar no momento seguinte.

Por fim na imensa dor, abri os olhos, olhei em redor, o silêncio pavoroso, escuridão desmedida, solidão. A custo o corpo começou a mexer, levantar e caminhar, ao fundo uma luz, ténue. Caminhei para ela, pouco a pouco começou a ficar imensa, brilho que me encandeia o olhar, o pensamento.

Sorri, uma estrela desceu em conforto, quebrou solidão e medo. Tenho-a agora dia-a-dia no despertar que acreditei existir. Nada chega no acaso, merecida há imenso tempo no conforto desejado que agora sinto.

As amarras já não existem, a vontade do passado ficou lá atrás, no presente  olho a estrela que me guia e protege. Confio nela para seguir sem medo ou receio.

Ao adormecer acolho dentro de mim aquele brilho, nos sonhos viajo com Ela ao paraiso, acordo outro dia, o sentir que novamente estou viva. Se alguém perguntar quem é a Estrela, a resposta é simples.

Chama-se PAZ.

Sonya Monteiro Santos


4 de dezembro de 2010

Por fim...


... vamos-nos falando. Não é permitido ouvir quando me dei por inteiro, transparente, sem barreiras, frágil, com a coragem de mostrar o que Sou e Sinto.


A angústia consome tudo o que sou neste dia, celebração adiada dos nossos caminhos. À semelhança de outras datas, foi um ano onde as agarro todas com o mesmo sentir, angústia, tristeza, perda, lúcida que sou merecida de melhor dedicação, humilde sem reserva de o dizer.

Alimentei o desejo num surpreender, sabia-o, recordei o momento. Semelhante a todos os outros que era para comungar com alegria, partilha e querer, são meus, teus sonhos, nada os verte em desistir pela dor, encontrar novo caminho para realizar, sentir a vida. Este ano foram imensos os dias impregnados de solidão, continuada luta do meu imenso querer por Ser.

Devagar levanto barreira no caminho para descansar sem desistir, tudo o que vivi não retorna ao esquecimento, aprendi. O primeiro dia do ano recordo verter as lágrimas por não desistir do sonho, sinto a exaustão do continuar. Certa que tudo o que deixei foi por amor, quem ama fá-lo livre. Seguiu como se não existisse ontem e hoje. Libertei para voar dentro dos sonhos que diz querer viver, não encontrou confiança. Abri a porta, não voltou! Dei asas para voar livre, conquistar e realizar todos os sonhos de verdade, na verdade. Com confiança, partilha incondicional, viver a paz.

Na liberdade da vontade, auguro sons do silêncio, sentir o sonho, sem barreira como todos aqueles que comungam a minha vida. Nada é imposto. Assim vivo, vou continuar, livre de amar, querer, Ser, comungar com quem mereçe esta essência inata que luz dentro de mim.

Eu!? Essência de tudo na partilha do dia-a-dia, merecida de dedicação, errada a busca incessante na procura de falhas que nunca permiti existir na alma que carrega este corpo, entrego o incondicional. O passado não é o presente, agora existe a oportunidade de viver, corrigir erros, continuar a comungar um futuro cúmplice na confiança.

O momento de reescrever outra página da vida. Manter a esperança que um dia não a volta a reescrever, para mim sempre o querer viver o sonho da partilha e comungar de forma incondicional, o bom e o mau, alegria e tristeza, saúde e doença, angústia e conquista. Estive lá para dar o incondicional sem desistir ou exigir. Orgulho-me da humildade em que vivo sem desistir no medo de novas páginas, caminhos e sonhos. Não desisto, sinto chegar o limite, os ecos que entoam por ainda hoje ouvir passados que não encaixam no presente, e não vão fazer parte do futuro.

Viro a página... chegou o fim!? Não sei, o sonho permanece aparentemente desfeito, adormeço em lágrimas na procura serena, tranquila que há imenso quero sentir. Não nego o vazio que invade pela saudade de tudo o que foi vivido. Por ti, lutei com a tua promessa. Consciente algures um dia o sonho é real, com ele momentos de felicidade por sentir respeito, orgulho, brilho num olhar somente porque Existo.

Sonhei ser este o nosso sonho, numa noite mágica (de hoje, no passado). Senti medo de caminhar, verdadeiro, existe dentro de mim pela dor do caminho da vida que me elegeu! Permiti erros inundar o meu ser, humilhada sem conter as lágrimas, molhadas, secas, todas agarradas no meu coração.

Invadida pela tranquilidade, sei a plenitude do que fiz, dei, dediquei, no todo do sonho que desejo viver. É o tempo sereno, paz e descanso interior, silêncio que outrora entoava gritos de desilusão dentro do meu ser. A revolta de violados valores que inatos crescem dentro em cada passo neste caminho. Responsabilidade única em mim porque permiti!

O mundo que quero conquistar não terminou, começa a reconstruir novos sonhos na aprendizagem da dor que outrora me fez sofrer! Não esqueço que os lúcidos elucidam, não vivem para Ser e sonhar. Bem sei que a vida que me elegeu merece mais que a humilhação por não me confiar a verdade.

Na família, maior tesouro herdado, sorte e orgulho dentro do meu Ser angustiado por sentir causar sentimentos de desilusão. Amigos, são a família que escolho, acompanham esta essência, valor humano numa máxima que jamais permitirei desistir!

Serei ainda mais FELIZ, no coração transporto o amor que tenho por todos aqueles que me estimam, dedicam e cuidam.

Sonya Monteiro Santos

O amor perfeito é a mais bela das frustrações, pois está acima do que se pode exprimir. (Charlin Chaplin)

Todas as palavras, atitudes e querer vão ficar a uma distância abismal da tradução do meu sentir. Um sentir sempre incondicional. A vida não seria a mesma se não a vivesse desta maneira, comungar todo o AMOR que invade a essência do meu sentir. O meu VOO continua mesmo feridas jamais perderei as Asas.

28 de novembro de 2010

Ecos


SOLTA-NOS AS AMARRAS



Noite companheira dos ecos do passado
Lembranças atadas de Estória inacabada
Neste presente flutuam ecos de palavras
Da lembrança que não as deixo prender
Soltar amarras, liberdade memória de ti
Numa noite fria que me alenta o querer
Da Estória vivida em sequências únicas
Trazem no ventre a vontade de te gerar
Em nós o futuro sem pressa de terminar
São ecos que me arrastam de novo aqui

Sonhos sonhados que por ti sempre vivi
Quero depressa o amanhecer e te sentir
Dizer que esta noite estive dentro de ti
Partida aos ventos do frio que me gelam
Em torno das melodias que não entendo
Arrasto o vento sem a pressa de chegar
Solto as amarras nesta Estória para voar
Repousar em nossos corações magoados
Os ecos foram pelo tempo desperdiçados
Do nosso imenso querer comungar a vida

Estou presa à dor deste escuro presente
Sem saber para onde olhar, são os ecos
Ecos do passado que me trazem angústia
De não saber se solto as amarras de vez 
Se espero ouvir a tua verdade nua e pura
Renascer o acreditar roubado pelos ecos
São os ecos do passado, deste presente
Que definham sem dó todo corpo inerte
Jaz vivo com amarras do ainda querer-te
Dentro de mim no presente escuro e frio

Toca-me nas duas mãos que estão frias,
Devolve sorriso numa esperança de calor
Fala-me alto no silêncio do teu acreditar
Tira as amarras, destrói todos os muros
Com coragem, viver ao ouvir novos ecos
Solta-me as amarras para ter nova vida
Conseguir caminhos livres para aquecer
Dar-me um novo alimento ao meu corpo
Cedo demais para definhar para sempre
Solta os ecos, todas as nossas amarras

Sonya Monteiro Santos

22 de novembro de 2010

Recomeçar

Começo outra semana, como antigamente, o meu acordar contigo na tua voz suave, doce que enternece o despertar. O abraço que chega e conforta. O sentir não é meramente físico, toda a alma que me carrega o corpo sente cada momento único partilhado em nós. Eu em ti, tu em mim, despertar o nosso sentimento guardado. Pertence-nos o todo deste sentir único, que permanece mesmo que julgado interrompido às aparências. Não importa nada o que pensam ou julgam, apenas a nós, amantes de viver ávidos todo o amor tatuado inalterado como antes.

Sonya Monteiro Santos



When everythings all by the way, when I grow older, I'll be there at your side, to remind you how I still love you, Forever.

17 de novembro de 2010

Voa como um Anjo

- É esta a voz interior.


Um dia sereno, tranquilo, o silêncio sem voz exterior. A outra voz que me invade o corpo permanece nas melhores recordações vividas onde deleito tranquilidade.

Mágico o sorriso, olhar e toque tranportam a essência de esperança ao continuar caminho. O desfiladeiro começa a mover as montanhas que escondem as estrelas, o sol e a lua. Tem a sombra de ti.

Começo agora a ver-te ao longe, uma distância abismal que nos separa, não sei se caminhas para mim, ou se te estás a afastar de mim e de ti. Procurei-te com o meu corpo e voz, caída com o olhar que apenas tu conheçes. Não sei nada, não sei se quero saber mais de ti quando a consciência me grita que não te importas mais, no entanto o coração bate na consciência e grita o contrário.

Não sei, a todas as perguntas respondo o mesmo, não sei! Posso tentar voar para ver mais perto o teu caminho, a tua direcção. Ao voar e ver-te no caminho sei que as minhas asas podem não aguentar, cair numa queda sem volta, mergulhada no mais infinito universo das estrelas que um dia nos iluminaram. Vou mais além!? Não sei... hoje não sei... talvez amanhã...

Sei outras coisas da vida, outros olhares, pessoas ávidas que esperam a queda como abutres. Posso não saber muitas coisas, há outras que as sei de cor, jamais me levam em voo livre para refeição de gula.

Sou o que sou, em mim sou eu, vou onde quero e desejo ir. Posso sofrer ao desistir em cada dia quando dou cada passo, no presente pensei ouvir uma palavra de atenção, cuidado e saber. Não ouvi, nada que me surpreendesse, terei em mim sempre a esperança e o acreditar, sou e serei sempre assim, não quero mudar!

Quando as minhas mãos tocam o teu rosto, o meu olhar mergulha em ti, vejo-te nu, despido de tudo, o teu olhar não engana o amor que me sentes. Envergonha-me o teu novo caminho, não por mim, por ti.

Um amor próprio que alimentavas dia após dia, agora não o encontro mais, será que não sentes vergonha!... ou simplesmente é porque não sabes quem voa contigo no presente.

Será que voa mesmo, ou é parasita que alimenta o teu ser para não definhar a fome. Se não sabes, então não queiras saber, é triste e humilhante demais para todos os que sabem e gostam verdadeiramente de ti.

Vou esquecer, olhar em redor cada asa que me conforte e saiba ver mais além que os olhares de gula. Raramente encontro valores que me identificam a Alma. Há momentos únicos, partilhas e confidências, gritos de dor audiveis e disponíveis nos sítios onde pensei não existir. Tenho sorte, a vida oferece-me essa sorte ao comungar seres únicos e verdadeiros.

Continuo no voo como um anjo à espera do amanhã que vou encontrar, sei que o sorriso vai nascer novamente na verdade, dirigido a quem algum dia saiba olhar para além do que os olhos alcançam e mereça tudo o que sei e posso dar, é muito, imenso, sem medida de nada, é incondicional. Como tu próprio sabes. Ninguém em lugar algum te vai oferecer as mesmas asas. Nelas repousavam confiança, amor, respeito e partilha.

Agora eu, sem pressa, voo para perto do sol que me conforta os dias, repouso nas estrelas que me iluminam sempre que penso entrar no abismo. Amanhã será alegria e realização o que irei sentir. Posso não saber muitas coisas, no entanto há outras que as sei na plenitude. Toda a vida que vivi deu-me estas asas para continuar a voar livre, numa liberdade partilhada com quem me cuida, ama e protege.

- Voa como um anjo. - É esta a voz interior.

Sonya Monteiro Santos


11 de novembro de 2010

No TOPO...


Hoje 'descobri' que estou no topo! Não porque me vejo lá... mas porque me o disseram :) e quem disse... hummm (by the way, só espero que o estar no topo não seja porque me senti a inchar como um balão com enorme elogio vindo de quem veio)

Aqueles que me julgam das aparências que nada sabem ou conhecem, que por alguma atitude retiram conclusões que não são verdadeiras, deixo a minha opinião, era sensato olhar para o que são, não fazer da sua vida a ávida cuscuvelhice daqueles que não conhecem, que vivam a sua própria vida, acrescentar objectivos e lutar para os realizar.

Tenho os meus, cedo ou tarde, sei que os vou conquistar, pelo que Sou e não por jogos de xadrez. Aqueles que substimam a minha inteligência e tudo aquilo que Sou, digo, é mera ocupação para mim, há dias que a diversão é tanta, quanto mais loira pareço, mais a gargalhada me contagia.

Nunca a vergonha de todas as lágrimas, angústias e hipotéticas perdas, pela certeza que a minha vida não vai ser o recolher de futilidades. Cresco mais dia após dia, dou alimento ao que melhor me reconhece, a alma.

Sou mais do que pareço e menos do que me julgam! :)

Sonya Monteiro Santos



A angústia é a possibilidade da liberdade... é o medo dessa possibilidade... a angústia é o puro sentimento do possível. Se houver coragem de ir mais além, se constatará que a então realidade será muito mais leve do que era a possibilidade. E o grande salto será o mais difícil, será cair nas mãos de Deus, será a coragem. Kierkegaard


Kierkegaard um dos filósofos preferidos, fez crescer, elucidar o mundo para além do que os olhos vêm. Ter CORAGEM é o que nos torna forte, por isso não ter medo da mudança, objectivar um futuro livre das possibilidades, mas sim, dentro de realidades!

8 de novembro de 2010

Caminho...


O caminho mais difícil é aquele que, percorrido de cabeça erguida com a enorme força e coragem, enfrenta realidades duras e crués.

Chega sem aviso, não obstante, o continuar a ter sempre orgulho no que Sou e faço ao percorrer este meu caminho sem desistir.

Há dias que sou Sol, outros nascente em olhar invadido de sal. Tudo o que fez parte do caminho, permanece, ficou para trás, pedras caídas, mas também penas de voos vividos enquando, mesmo traídas, sonhei os sonhos.

Serei eternamente um sonho que jamais nega a Vida, vou continuar a voar livre, somente nessa liberdade é possível voar junto na partilha de voos para chegar juntos ao mesmo destino dos sonhos.

Nesses voos levo todos os que me cuidam, amam e protegem. Nada importa o adjectivo associado, importa sim que são parte inteira do mesmo voo, para mim e sempre Eu, para todos eles.

«Matar o sonho é matarmo-nos. É mutilar a nossa alma. O sonho é o que temos de realmente nosso, de impenetravelmente e inexpugnavelmente nosso.»


«Eu amo tudo o que foi,
Tudo o que já não é,
A dor que já não me dói,
A antiga e errônea fé,
O ontem que a dor deixou,
O que deixou alegria,
Só porque foi, e voou,
E hoje é já outro dia.»

Fernando Pessoa

6 de novembro de 2010

Há vidas assim

Vividas dentro da mentira! Vidas nunca tranquilas e serenas. Opções de vida! Ao contrário da mentira, a VERDADE será sempre apenas uma só. Cada dia tenho mais orgulho em MIM. Quem julga viver ou se alimenta de uma mentira é hipotecar o futuro e um dia morrer de 'fome' live and let live

Sonya Monteiro Santos





Não há dor pior que saber sobreviver a uma mentira... quando a verdade chega dói, magoa, abre ferida... ao cair as asas continuam ali, repousam agora, para mais tarde voar e caminhar livre. Eu acredito.




4 de novembro de 2010

E se...


E se um 'desconhecido' te dissesse com os olhos invadidos de sal... que nunca mais vai viver e sentir o que viveu contigo, que nunca mais a entrega em qualquer futuro será a mesma, porque há pessoas únicas. Acrescenta, que o que 'os desconhecidos' falam do presente, não existe!... é mera ocupação!

Que diriam a esse 'desconhecido'!?...



... talvez ...

ACREDITE EM TI porque quem AMA não ESQUECE!

Sonya Monteiro Santos

31 de outubro de 2010

So do I...


Partilhar a voz do coração não é vergonha para mim...

É liberdade!


So do I ... fragil como as asas de uma vida ... uma mão cheia de nada ... tudo muda ... frágil a memória da paixão!

"Nunca houve numa «vida única» uma «afeição única»: e se nos parece que há casos em que houve é que ...essa vida não durou o bastante para que a desilusão e a mudança se produzisse, ou quando se produziu ficou orgulhosamente guardada no segredo do coração que a sentiu"

Eça de Queiroz (correspondência)

26 de outubro de 2010

Um dia após o outro...

No words needed! Remete antes o silêncio, do que a mentira!


Um dia após o outro, a vida sempre continua. Existem péssimos momentos que questionam as limitações do corpo e da mente, o propósito da vida e dos caminhos que tentámos construír. Olhar em frente e ter novos objectivos para conquistar, uma aprendizagem por vezes dura e cruel. A essência humana na maioria das vezes usa a inteligência para conquistar, usa o poder em detrimento dos mais fracos, o resultado é a pobreza e mediocridade de espírito. Uma pessoa não se mede pelo que têm, mas pelo que É. Não importa ter abundância se o espírito é nu de valores. Estender conscientemente a mão ao 'pobre' nunca deverá servir de supremacia e olhar o outro de cima para baixo. Ser humilde é dos maiores valores humanos. Saber reconhecer os erros, aprender e simplesmente pedir desculpa. Perdoar verdadeiramente não está alcance de uma qualquer mente, quando se invoca revolta e rancor. Quando não se consegue ultrapassar quesílias fúteis que pelo tempo ficam fluidas e desenquadradas, sem sentido! Estar presente não significa estar perto, os sentimentos crescem por todos aqueles que amam, estimam e cuidam. Há vidas que são completas por sentimentos. Escolhido o coração como órgão vital dos sentimentos, é na mente que flue e acontece tudo. Uma energia pura provida de conceitos adquiridos no caminho da vida, na aprendizagem não importa a idade, importa a consciência, a humildade, as acções puras de sentimento. Por vezes o presente não elucida da melhor maneira o que acontece, as perguntas e respostas podem não ser as melhores. Ao olhar para trás muita dessa informação surge de surpresa e magoa. O que vem ao conhecimento é cruel e duro que pode magoar ainda mais do que o presente. Não compreendo porque as pessoas fazem jogos do nada, alimentar a mente e o tempo com perguntas às quais procuram uma resposta mesmo antes de a encontrar. É na consciência daquilo que Somos que pode nascer o orgulho e coragem para continuar a construir novos caminhos. A Vontade é o que rege a vida. Cabe a cada um ter a própria vontade nas acções que pratica e saber viver com essa responsabilidade. Lamento imenso que muitas vidas sejam desperdiçadas com futilidades e sem raciocinio, sem saber olhar o semelhante, sem esgotar a melhor dedicação e viver na plenitude da tranquilidade em consciência pelo que faz. Estar sempre a tempo poderá ser uma premissa falsa, não conhecemos o tempo, saber viver como se não existisse amanhã, saber viver para a eternidade, para isso há que semear e cuidar de cada semente com a melhor dedicação e que na altura da colheita seja o resultado de tudo o que fizémos e Somos.

«É isso aí... a vida simples é boa, quase sempre... a vida continua» que a coragem nunca me falte e que cada lágrima seja a construção do novo caminho, onde lavo a alma e sigo em frente... porque tudo o que foi semeado dentro de mim nunca ficará apagado... crescer e aprender um dia após o outro...


Sonya Monteiro Santos

23 de outubro de 2010

Voltarei a VOAR ...

Quando damos tudo como perdido,
... Eis que surge TUDO novamente.





Quando veio mostrou-me o afecto
E pedi-lhe que me levasse o medo
Despida d'alma fiquei transparente
Devagarinho entreguei-me a medo

Frágil como cristal para te lapidar
Momento único, tatuado na pele
Sentir o mundo dentro de mim ...
Em cada afago, o olhar e abraço.

Abandonei o meu corpo em ti
Levaste a Alma pelo tempo...
Fechaste a caixa de pandôra.
Fiquei presa, sem poder voar!

Sou pássaro livre, quero voar longe!
Partilhei meus dias, ofereci as asas!
Juntos em voo de sonhos a realizar!
Mas fiquei presa, sem sonhos e voo

Afaguei-te nos meus braços e olhar
Cuidei-te enfermo com o meu amor
No ninho que era sempre meu e teu
Tentei voar mais alto, ver-te melhor

Estava prisioneira do medo de ires
Por fim arrancas as minhas asas...
No momento não posso voar alto !
Ver e conquistar um mundo novo !

Morro a dor a saudade que invade
O meu ser sereno respira-te ainda!
Não fosse o cortar das asas, hoje
ainda podiamos voar e conquistar.

Já vejo novamente algumas penas
Que emergem das asas cortadas
Ainda é cedo e voar livremente...
Enquanto nascem estou no ninho

Vivo cada dia a tentar acordar-me
No ninho a minha família cuida-me
Pedem para sorrir novamente, voar.
Ainda não consigo, a Alma ferida!

Um dia vou chegar sem o medo ...
De voar novamente, a sorrir e livre
Por agora permaneço e adormeço
Encolhida no ninho com algodão...

Serei livre, com as maiores asas
Voarei até ao limite deste mundo!
E sem medo vou conquistar-te ...
A confiança, honestidade e AMOR.

Sonya Monteiro Santos